Tuesday, February 28, 2006

ok.


O engarrafamento não passava e ela olhava desesperada para a lama em seus cadarços, e depois para as gotas de chuva que teimavam em se atirar no vidro do ônibus. Seus olhos estavam embaçados: choro, insônia, miopia. Incômodo: essa era a palavra que melhor descrevia aquela situação. Pegou então um bloco de papel e um lápis e abaixou o volume do Chico que cantarolava em seus ouvidos: "Ah, se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora, me conta agora como hei de partir...". Como não consaeguia pensaar em nada, só colocava no papel a letra da música que parecia ter sido feita para ela. Ele havia feito sua escolha. A ela, reastava saomente aceitar e seguir em frente, ouvindo oas conselhos que a Chico tinha para lhe dar.

Escrito por ballerina às 4:45 PM

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Thursday, February 23, 2006

Brigde over troubled water

Qaunto tempo sem escrever...saudade de colocar os pensamentos num papel. A vergonha tomou conta de mim de novo: odiar que os outros saibam o que estou pensando é fato. Gosto de ouvir, gosto muito de ouvir. Mas ultimamente não tenho ouvido nada que me agrade. Então eu falo a mim mesma, através do silêncio, no escuro e sozinha. Sou minha melhor companhia. O ventilador roda, mas o vento é quente. Finalmente chove, e eu me sinto boba como uma sertaneja ao ver uma mandacaru. Sinto o cheiro de cravo do incenso aceso erto da cadeira branca...e como há muito tempo não fazia, durmo ouvindo "bridge over troubled water". Durmo não por estar cansada, mas pela simples obrigação "madrugada é hora de dormir", ou "dormir para deixar chegar um novo dia". Os músculos doem, as câimbras incvomodam. Me sinto viva quanto sinto dor. Não estou cansada, meu corpo é forte. mas minha mente está saturada, fatigada, machucada. Preciso de férias de mim mesma, eu acho. Preciso dar férias aos outros. Mas não dá, é sempre assim...amanhã deitarei ouvindo a mesma canção, na esperança de que no dia seguinte as coisas se acertem. Durmo para esquecer os problemas, mas me lembro que a maioria deles só existe aqui dentro...de mim.

Escrito por ballerina às 7:56 AM

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Nome: Mariela
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"Mas a verdade, a verdade verdadeira que eu falar não posso, aquilo que representa o real desejo do meu coração, seria abrir os braços para o mundo, olhar para ele bem de frente e lhe dizer na cara: Te dana! Sim te dana, mundo velho. Ao planeta com todos os seus homens e bichos, ao continente, ao país, ao Estado, à cidade, à população, aos parentes, amigos e conhecidos: danem-se! Danem-se que eu não ligo, vou pra longe me esquecer de tudo, vou a Pasárgada ou a qualquer outro lugar, vou-me embora, mudo de nome e paradeiro, quero ver quem é que me acha. " - Cecília Meireles

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