Wednesday, May 31, 2006

óh, musa do meu fado


A minha vó tá ouvindo vinis de fado logo ali na sala. Eu imagino o saudosismo, a alegria ao lembrar da infância em meio às flores na floricultura, de seu pai tocando flauta com um gato no colo, da querida Portugal que ela sonhava em conhecer...e agora passa por aqui, dentro de mim, as histórias que eu dormia ouvindo quando criança; histórias da vida dela, que a marcaram e, de um jeito ou de outro, está em mim também. O gosto pelas flores, a saudade do que gostaria de ter vivido e não conheceu, a infância tão marcada, tão presente...Eu gosto de guardar isso em mim, do mesmo jeito que ela agora deve estar feliz ao se lembrar de seus "anos dourados". è, eu tenho muito da minha vó: a altura (ou falta de), o gênio, o sorriso...o saudosismo, então...


foto: Daniel Goetze - http://danieltg.deviantart.com

Escrito por ballerina às 4:48 PM

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Wednesday, May 24, 2006

de volta ao colégio de freira

Amanhã eu vou sair um pouco da rotina, subir a ladeira e olhar a vista mais bonita da minha cidade
Vou sentar com grandes amigas na mureta de frente pra praia, conversar trivialidades, e lembrar com alegria do tempo do uniforme azul marinho com o escudo no peito, o tempo de matar aula por entre as estantes da biblioteca, de apostar os brigadeiros vendidos na cantina, de bodar nas almofadas na coordenação, de ser a única prestando atenção nas aulas de química, de ser expulsa das de geografia...
Amanhã eu vou voltar num lugar onde, o que quer que esteja acontecendo, eu sempre me sinto bem...e vou olhar aquele mar verde, o mato envolvendo a escola...vou reencontrar velhos professores, queridas pessoas, e "não-tão-queridas" também...
Espero que amanhã o mar esteja bem verde, as crianças estejam animadas e a gruta esteja limpinha...porque, amanhã, eu vou ficar muito feliz...



(ah, aonde é isso? Sacré - Coeur de Marie - Vitória, ES)

Escrito por ballerina às 6:52 PM

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Tuesday, May 23, 2006

é dando que se recebe
é sendo sincero que se dá a faca e se abre o peito
dá-se a bota e leva na bunda
e pra piorar tudo
vem a química orgânica e a neuroanatomia!
essa vida de farmacêutica - bailarina - beirando - os - 19 já deu o que tinha que dar
como diz o velho capitão do mato:
tô afim de desencarnar!
haha!!!


with love,
mariela.

Escrito por ballerina às 6:41 PM

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Wednesday, May 03, 2006

Pela madrugada.

Ele havia posto a bossa nova para tocar pra ela e, desde então, elá só dormia após ouvir da voz do Joãozinho: "Chega de saudade...". Sim, chega de saudade! Por mais problemas que ela tivesse na vida, por mais que seu cabelo num parasse de cair, por mais que a prova para qual ela não havia estudado muito fosse dali há dois dias, por mais que nessa semana ela fosse enfrentar a estrada pra dançar pro desconhecido, a única coisa na qual ela conseguia pensar era na saudade. E era uma saudade eterna, que lhe tirava do eixo, de que amedrontava. Ô, saudade sem cura...Ô, saudade sem fim! Ela chorava por vezes. Por vezes, ela também sorria e, apesar das quase completas 19 primaveras, ela se achava uma criança. Sim, criança...pois só as crianças sofrem por não aceitar certas coisas da vida, pois só as crianças romantizam a vida como ela, pois só as crianças sentem o medo que ela sentia. Ela buscava uma solução, ela buscava se acostumar, ela realmente estava tentando...O que a mantinha consciente era a feliz certeza de que ele ainda estava lá para ela; apesar de tudo, ele sempre estivera lá...e ela se agarrava a essa certeza com tudo que podia...o resto, ela só queria esquecer...

Escrito por ballerina às 6:36 PM

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"Mas a verdade, a verdade verdadeira que eu falar não posso, aquilo que representa o real desejo do meu coração, seria abrir os braços para o mundo, olhar para ele bem de frente e lhe dizer na cara: Te dana! Sim te dana, mundo velho. Ao planeta com todos os seus homens e bichos, ao continente, ao país, ao Estado, à cidade, à população, aos parentes, amigos e conhecidos: danem-se! Danem-se que eu não ligo, vou pra longe me esquecer de tudo, vou a Pasárgada ou a qualquer outro lugar, vou-me embora, mudo de nome e paradeiro, quero ver quem é que me acha. " - Cecília Meireles

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